sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Com o patrocínio das ervilhas Etti


Bem lembrado pela Andreza, que faz esta colaboração ao blog:


eu não tenho lembranças do sítio que façam parte do imaginário coletivo, mas um vhs me contou que houve algo assim:
tá aí a minha contribuição
                                               
* * *
Gracias pela participação. Claro que não era um blog, mas realmente algumas atividades do sítio foram "patrocinadas" por algum tempo, hehehe. Não é verdade, tio Alemão?

sábado, 11 de outubro de 2014

Cães

Não existe sítio sem cachorro. A chegada ao Sítio era uma festa, vinha a cachorrada toda em volta, latindo. Alguém sabe dizer quantos cachorros passaram pelo nosso Sítio? Eu não sei, mas lembro bem de alguns que marcaram a minha infância lá. A tropinha era composta por Bala, Fofo, Ringo, Jacó e Sasha. Tinha o irmão do Sasha também, mas não lembro o nome dele.

Jacó era Perdigueiro (Pointer) e ficava preso na parte de baixo, perto das galinhas. O Sasha (ou o irmão do Sasha?), se não me engano, era Boxer e ficava preso em cima, perto de uma árvore. Não eram brabos, não, mas me parece que um não gostava do outro, então tinham que ficar separados. Os outros ficavam soltos.

Meu preferido era o Fofo, bem como o nome, era uma gracinha. Acho que não tinha raça, ou seria Fox. Lembram como ele ficava ao lado da gente durante as refeições? Em pé, juntava as patinhas dianteiras como em oração pra pedir um petisquinho...

O Bala, diminutivo de Balarmino, acho que era Pequinês, e o Ringo, não sei, acho que era guaipeca mesmo.

Pena que não tenho fotos deles, só do Cão, que veio mais tarde. O Cão sabia abrir a torneirinha da frente da casa pra tomar água, mas depois não fechava, hahaha... volta e meia a gente via a torneira correndo água.

Outros cães também passaram pela chácara, não residentes. A gente levava de casa. A Fofa, da tia Zanza, alguns do tio Alemão e até o meu Gizmo, quando filhote, passaram finais de ano lá.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Os noivos sabem assinar?

Esta é uma das minhas histórias favoritas. E provavelmente assisti, mas a única lembrança que tenho do casamento da tia Zélia é o Passat azulão cheio de latinhas amarradas na traseira. 

Então vou contar como lembro de ouvir, contada por outros. Quem quiser acrescentar detalhes ou corrigir alguma informação, pode comentar lá embaixo.

Pois a tia Zélia e o tio Sérgio resolveram se casar no Sítio. O lugar era modesto, mas dava para todas as nossas necessidades. Festa arrumada e coisa e tal, trouxeram um padre para realizar a cerimônia. Sermões e juras e "sim", chega o momento de documentar tudo no livro. E, talvez por ser num sítio, fora da cidade, o tal padre se influenciou pelas circunstâncias e tascou a pergunta aos dois, sem saber que eram médicos: "Os noivos sabem assinar o nome?"...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Um lugar mágico

Não sei desde quando o Sítio se chama Moleza. Não me lembro de chamá-lo assim nas minhas lembranças mais remotas, era apenas a "Chácara da Vó". Local para a reunião da família, que, como todos que participaram sabem, se dava entre o Natal e o Ano-Novo, a cada ano.

Quando entrava dezembro, a gente já começava a se assanhar para a viagem. E como eu morava em Livramento, era uma longa viagem até Passo Fundo naqueles tempos. Hoje os caminhos encurtaram um pouco.

Então, normalmente por volta do dia 23, tudo pronto, saíamos de carro rumo ao Sítio da Moleza. O Sítio era, para mim, quando criança, um lugar mágico que só existia naquela época do ano. O acesso se dava atravessando matagais e estradas de terra. E a longa jornada normalmente se encerrava à noite, pela distância, o que colaborava mais para a minha fantasia. A sensação de "já estamos chegando" acontecia com a visualização do aviso de "Área de treinamento militar". Era a última barreira a ser transposta para que finalmente se chegasse àquela outra dimensão. "Só mais algumas curvas", pensava.

E assim foi, por muitos e muitos anos. Até a ida à cidade era algo excepcional, diferente. A própria Passo Fundo também para mim só existia no período natalino. Era tão bonito ver os enfeites de Natal nas ruas e sentir um clima de festa que hoje não percebo mais.

Fui feliz porque pude ter esse pedacinho de infância diferenciado. Sou feliz porque posso relembrar esses momentos. E convoco meus familiares a compartilhar os seus pontos de vista sobre aquele tempo maravilhoso. E fotos, quem tiver! Enquanto vocês se preparam, estou fervilhando de lembranças e louca pra escrever mais.


Oi, famia!

Pois estávamos eu, a Eloísa, a Elenice e a Magali conversando neste domingo e começamos a relembrar o velho Sítio da Moleza. E tínhamos tantas e tão boas lembranças que achamos que poderíamos escrever algumas coisas pra que não caiam no esquecimento. Então sugeri de fazer um blog. E como essas ideias vêm e passam se a gente não põe em prática, resolvi garantir o nome da página hoje mesmo (bom, hoje já é amanhã, como diz minha irmã, mas enfim...).

Minha proposta é a seguinte: cada um que quiser participar escrevendo uma história pode me mandar e-mail contando a tal, que coloco no blog, com a devida autoria. Aceito sugestões de como administrar a página, e acho que umas duas ou três pessoas poderiam me ajudar nisso. Não sou craque em design de internet e essas coisas, mas tenho certeza que tem gente na família que pode ajudar...

Escolhi o modelo mais simples pra começar, coisa que pode ser mudada ao longo do tempo.

Então, vamos lá! Quem tem a lembrança mais antiga do Sítio?

* Foto chupada do Maneco publicada na página da Família no Facebook.