sexta-feira, 13 de março de 2015

Tio Deco

Tio Deco sempre foi o esteio do Sítio. Claro, o vô e a vó também, mas quando eles já estavam mais velhos e nem moravam mais lá, quem tomava conta era o tio Deco.

Criamos o hábito da convivência com a cultura crioula do Rio Grande pelas vozes do vô e dos tios, e o tio Deco sempre foi a estrela maior da família na arte da declamação. Hoje perdemos essa referência...

Peço licença para publicar um post do Facebook do Celo, que, acho, representa bem o nosso sentimento neste momento.

"Foi na voz forte do Tio Deco, sempre firme mas carregada de sentimento, que aprendi a poesia campeira. Nos versos de Jayme, Marco Aurélio, Luiz Menezes, com que ele, como ninguém, sabia fazer brotarem lágrimas nos ouvintes.
Hoje as lágrimas correm. Pela partida dele...
Ficam as boas lembranças... Dos versos, dos assados, das pescarias no açude cantando "Tropa de Osso" alto e desafinado, dos passeios na charrete, no trator, na Rural.
Vai em paz, Tio Deco. E gracias por tudo.
Beijo no coração, Tia Marli, Aline, Maneco, Lia e Juca. Beijo no coração, Domingada."

"... Por isso o pano que ostentas
Com mãos rudes de farrapo
É muito mais do que um trapo
Pintado com dons de arte:
É um pedaço, é uma parte,
Da raça que não se extingue -
É a herança dos Domingues
Estampada em estandarte!"

***
Gracias, Celo, pelas belas palavras.

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